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De quanto em quanto tempo regar plantas: o teste do dedo e a tabela

Por Redação do PlanteiroPublicado em Leitura de 6 min.

Um regador de terracota ao lado de um pequeno cacto em um vaso de barro sobre uma superfície de madeira.
Foto: suju-foto, via Pixabay (Licença de Conteúdo do Pixabay).

Em poucas palavras

  • A rega ideal depende da terra seca nos primeiros centímetros, não do calendário.
  • Enfie o dedo 2,5 cm na terra: se sai úmido, espera; se seco, rega até escorrer.
  • Vaso pequeno, sol forte e vento secam a terra mais rápido; vaso grande e sombra seguram água.
  • Na horta, mudas pedem água todo dia; plantas adultas, algumas vezes por semana.
O que tem aqui 12 partes
  1. O que define a frequência da rega
  2. O teste do dedo na prática
  3. Plantas que pedem terra úmida (W1)
  4. Plantas que pedem terra seca na superfície (W2)
  5. Plantas que aguentam terra moderadamente seca (W3)
  6. A rega na horta em vaso
  7. Vaso de barro versus vaso de plástico
  8. Lavar os sais do adubo
  9. Sinais de água demais e de menos
  10. Quando a folha amarela embaixo aparece
  11. Vaso sem furo e autoirrigável
  12. Fontes

A resposta para de quanto em quanto tempo regar plantas é simples: quando a terra seca nos primeiros centímetros. Enfie o dedo cerca de 2,5 cm; se sair úmido, espera. Se sair seco, rega até escorrer pelo furo e jogue fora a água do pratinho.

O que define a frequência da rega

O tipo de planta manda na rega. Suculentas e cactos guardam água no caule e na folha; samambaias e lírio-da-paz gostam de terra sempre úmida. O tamanho do vaso muda tudo: vaso pequeno tem pouca terra e seca rápido; vaso grande segura água por mais tempo. A luz acelera o consumo: sol direto puxa água da terra e da folha; sombra segura a umidade. O material do vaso também conta. A umidade do ar da casa e a estação do ano fecham a conta. A UGA resume: tipo de planta, tamanho da planta, volume do vaso, umidade da terra e luz ditam a frequência.

O teste do dedo na prática

Enfie o dedo na terra até a primeira dobra, uns 2,5 cm de profundidade. A medida vem da recomendação da UGA de uma polegada, convertida pelo NIST. Se o dedo sai com terra grudada e úmida, não rega. Se sai seco e limpo, rega. Regue devagar até a água aparecer no pratinho. Espere uns minutos e jogue fora a água que ficou no pratinho. Raiz parada em água apodrece. O teste vale para vaso com furo e para vaso autoirrigável: confira a terra, não o reservatório.

Plantas que pedem terra úmida (W1)

O código W1 da UGA diz: mantenha a terra úmida. Lírio-da-paz (Spathiphyllum), samambaia, calatéia, maranta e fitônia entram aqui. A superfície não pode secar de todo. No verão, pode ser todo dia; no inverno, espaça. O sinal de sede é a folha murcha e mole. O sinal de excesso é a ponta marrom com terra encharcada. Vaso de plástico ajuda a segurar a umidade. Evite cachepô sem furo se não tiver prática: a água para no fundo e a raiz afoga.

Plantas que pedem terra seca na superfície (W2)

O código W2 da UGA: a superfície da terra deve secar antes de regar de novo. Jiboia (Epipremnum aureum), filodendro-cordato (Philodendron hederaceum), costela-de-adão (Monstera deliciosa), manjericão (Ocimum basilicum) e a maioria das folhosas tropicais gostam assim. Enfie o dedo: os 2,5 cm de cima secos, rega. No calor, vaso pequeno ao sol pede água todo dia. Na sombra, aguenta três ou quatro dias. Folha amarela embaixo costuma ser água demais; folha murcha com terra seca é sede.

Plantas que aguentam terra moderadamente seca (W3)

O código W3 da UGA: a terra pode ficar moderadamente seca antes de regar de novo. Zamioculca (Zamioculcas zamiifolia), espada-de-são-jorge (Dracaena trifasciata), suculentas, cactos e flor-de-maio (Schlumbergera) estão aqui. A zamioculca no inverno aguenta uma rega por mês; no verão, duas por mês, só se a terra secou por completo, segundo a NC State. A UF/IFAS fala em rega moderada a cada uma ou duas semanas. A espada-de-são-jorge no inverno fica um a dois meses sem água; da primavera ao outono, deixa secar entre regas. A orquídea-borboleta (Phalaenopsis) pede rega por semana, de manhã, água em temperatura ambiente, deixando escorrer tudo. A flor-de-maio gosta de rega a cada uma ou duas semanas, ou quando a terra está quase seca. Na dúvida, espera mais um dia: essas plantas perdoam a seca, não o encharcamento.

A rega na horta em vaso

Mudas e sementes pedem água várias vezes ao dia, pouca quantidade, para não lavar a semente. A Embrapa cita três regas por dia no começo e duas no capítulo seguinte; a faixa segura é duas a três vezes ao dia. Plantas jovens, já com algumas folhas verdadeiras, pedem uma rega por dia. Plantas adultas: três a cinco regas por semana, dependendo do calor e do vaso. A Epagri diz que folhosas no Sul vão de água todo dia; frutos e raízes no verão aguentam três dias entre regas. Em calor forte, rega de manhã e à tarde, conforme a necessidade. A regra de ouro: confere a terra. Encharcou, errou.

Vaso de barro versus vaso de plástico

Barro sem esmalte transpira. A água evapora pelas paredes e a terra seca mais rápido. Plástico não transpira; a umidade fica presa e a terra seca devagar. No barro, a rega fica mais frequente; no plástico, o risco é regar demais. Se você rega no automático, plástico é perigoso. Se esquece de regar, barro castiga. Cachepô bonito por fora funciona se você tirar o vaso interno para regar, esperar escorrer e só depois devolver. Vaso sem furo só para quem gosta de muita água, como lírio-da-paz; nunca para cacto e suculenta.

Lavar os sais do adubo

Adubo acumula sal na terra. Uma vez por mês, regue abundante até a água sair bem pelo furo. Jogue fora a água do pratinho. A UGA recomenda essa lavagem para não queimar a raiz. Vaso autoirrigável não lava sais: a água sobe por capilaridade e o sal fica. Se usa autoirrigável, tire a planta do vaso uma ou duas vezes por ano, lave a terra em água corrente e monte de novo.

Sinais de água demais e de menos

Folha murcha e terra seca nos primeiros centímetros: é sede. Regue devagar até escorrer. Folha amarela na base da planta, terra molhada e cheiro de terra velha: é água demais. Pare de regar, tire o pratinho, veja se o furo está livre. Caule mole perto da terra, raiz preta e fedida: é podridão. Tire a planta do vaso, corte o podre, lave a raiz, troque a terra e use vaso menor. Folha nova clara e pequena: pode ser pouca luz ou raiz apertada; confira o tamanho do vaso.

Quando a folha amarela embaixo aparece

Folha de baixo amarela com terra molhada quase sempre é rega excessiva ou drenagem ruim. Se o vaso não tem furo, a água para no fundo. Se o vaso é grande demais para a muda, a terra fica encharcada nas bordas onde a raiz não chega. Veja o guia de vaso sem furo e o de tamanho do vaso para ajustar.

Vaso sem furo e autoirrigável

Vaso sem furo funciona para planta que gosta de muita água, como o lírio-da-paz, mas não deve ser usado para cacto e suculenta. Com furo, não deixe a planta parada no pratinho cheio de água. O autoirrigável ajuda quem viaja, mas pede conferência do nível da água e lavagem de sais periódica. O guia completo explica quando cada um vale a pena.

Fontes

Dúvidas de quem planta

Posso regar todas as plantas no mesmo dia?

Não. Cada planta tem um ritmo. Zamioculca e espada-de-são-jorge aguentam semanas; lírio-da-paz e samambaia pedem terra sempre úmida. Confira a terra de cada vaso antes de regar.

Regar de manhã ou à noite faz diferença?

De manhã é melhor: a planta usa a água durante o dia e a folha seca, o que evita fungo. À noite a terra fica molhada por mais tempo e o risco de apodrecer a raiz aumenta.

Como sei se o vaso tem furo suficiente?

Regue até a água sair livremente pelo fundo. Se demora para escorrer ou a terra fica encharcada dias depois, o furo pode estar entupido ou ser pequeno demais. Aumente o furo ou troque o vaso.

A água da torneira faz mal para as plantas?

A maioria aguenta bem. Se a água tem muito cloro, deixa descansar num balde aberto por algumas horas antes de usar. Plantas sensíveis como calatéia e orquídea preferem água de chuva ou filtrada.

Vaso autoirrigável dispensa o teste do dedo?

Não. O reservatório pode estar cheio e a terra seca, ou o contrário. Enfie o dedo na terra do mesmo jeito. O autoirrigável ajuda a espaçar a rega, mas não substitui a conferência.

Para continuar cuidando